Festejar virou sinônimo de ir as compras, isto é, motivo a mais para aumentar o consumismo, o qual foi bem encarregado de transformar qualquer feriado e data comemorativa em verdadeiras movimentações de capital. Apagar da memória práticas políticas e sociais apresentou ser uma ótima estratégia de mercado quando o assunto é lucro máximo.
Ninguém se lembra do porquê do dia da mentira ou do dia das mulheres. Esse último em particular, teve seu sentido original ofuscado por caixas de chocolates e rosas vermelhas. O oito de março chega a ser irônico pois faz mensão à imagem sensual, delicada e frágil da mulher, quando em verdade é a comemoração da força e coragem que tiveram todas aquelas que lutaram por melhorias nas condições de trabalho e de vida.
A luta pela igualdade dos gêneros é quase uma epopéia, mas ainda não chegou ao seu fim. Há muito a ser combatido, como violêndia e discriminação, porém a ignorância e esquecimento em que são submetidos torna cada vez mais distante o sonho de muitas mulheres de poder mostrar quem realmente são e provavelmente mudar muita coisa nesse mundo.
Talvez as ondas de consumo gerem beneficios a um país e a uma camada restrita da sociedade, mas está escancarado em todos os continentes que enquanto não houver uma conscientização da população sobre a verdadeira essência das festividades e um forte incentivo às lutas pelos direitos das mulheres, o comércio arranjará inúmeras formas de mascarar o moviemtno feminista em uma prévia ao dia dos namorados.

