domingo, 17 de abril de 2011

Educação suicida


Escuto rádio e leio nos jornais: Wellington Menezes de Olivera, autor do massacre no Rio de Janeiro; assassino doente; psicopata etc. O homem simplesmente matou 12 pessoas e depois cometeu suicídio. Contudo, o tom de quem relata o caso, além de espanto e desaprovação, é sempre árduo de modo a apontá-lo como o vilão, o inconsequente marginal.


O garoto está morto e ninguém percebe que há alguma coisa de errado nessa história?! Ele é o criominoso e culpado por tudo isso? Não me conformo como pessoa alguma criticou a educação brasileira depois desse episódio, é um absurdo! A única preocupação é de realizar ou não um novo referendo para desarmamento (pelo visto a decisão tomada no anterior não teve valor).

Pare e pense. Caso a escola e os pais tivessem feito seu papel observando seus alunos e filhos, se tratando de comportamento e desempenho, essa tragédia teria sido evitada. É muito importante prestar atenção aos hábitos das pessoas porque são eles que expressam suas personalidades. Ao sofrer bullying, o individuo se retrai e se isola, fato que pode desencadear uma depressão, muita violência e até o suicídio.

A educação tem papel fundamental na construçãode uma sociedade melhor, além de previnir desastres como o do Rio. A culpa de Wellington é parcial, pois sua atitude teria sido evitada se tivesse recebido alguma ajuda anteriormente. Se aquele jovem é um monstro por ter agido como agiu , muito mais assustadora é a educação desse país.